Blog Portus Importadora

  • As diferentes possibilidades de harmonização com o vinho do Porto

    Saborear um Vinho do Porto é sempre um momento prazeroso. Acompanhe algumas dicas que podem tornar o momento ainda mais especial.

     

    Cacau, gordura e açúcar combinam com vinho? Sim! É possível harmonizar com sutileza, de forma que as características do chocolate não se sobreponham às do vinho.

    Por ser adocicado e ter alto teor alcoólico, o vinho do Porto tem certo poder adstringente, ou seja, contribui na hora de diluir a camada de cacau, que reveste as papilas gustativas. Além disso, por passar por um grande período de envelhecimento, a semelhança de aromas remete ao universo dos chocolates, com notas de baunilha e caramelo.

    O chocolate é de difícil harmonização com qualquer coisa. É menos complicado com o Porto, simplesmente pelo fato de o vinho ter a mesma personalidade forte, o que já cria uma aproximação.

    A primeira dica é de que quanto mais amargo for o chocolate, mais difícil é a harmonização. Deve-se optar por um tipo menos amargo, como os que levam leite em sua composição, por exemplo. Outro truque é associar ao chocolate alguns complementos, que vão bem com o Porto como no caso de frutas cítricas secas, sendo a laranja a mais recomendada, recomenda Mario Telles Jr., enófilo e fundador da Associação Brasileira de Sommeliers de SP (ABS).

    E o queijo?

    A história do popular “queijo e vinho” começou com uma ação mercantilista dos franceses da região de Provence: para vender vinho, eles serviam queijo. A tradição começou a ser adotada pela maioria das vinícolas francesas. As melhores combinações são feitas com vinhos brancos, de sobremesa e com o Porto.

    Segundo a especialista Alexandra Corvo, embora o contraste da doçura do vinho com salgado do queijo possa ser muito atraente, a graduação alcoólica pode ser um problema nesse tipo de harmonização. “Com o Porto, acredito que os queijos mais salgados combinam bem. Os que têm boa acidez e cremosidade também. Entre as minhas escolhas estão os queijos portugueses das regiões do Azeitão e da Serra da Estrela (produzido com leite cru de ovelha, cremoso e com forte personalidade), e os frescos de cabra”, orienta ela.

    Uma outra sugestão da Portus, para acompanhar esses queijos é o Cova da Ursa, 100% Chardonnay, fermentado em barrica de carvalho, da vinícola Bacalhôa.

    Elaborado por: Maria Cláudio Aravecchia Klein.

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  • Pioneirismo à francesa: Cabernet Sauvignon e Merlot deram toque internacional aos rótulos portugueses

    Em meio ao oceano de castas autóctones (cepas que são nativas de uma determinada região e, portanto, não originárias de outros países) que navega, Portugal é, ao lado da Itália, um dos lugares com maior patrimônio genético do mundo vinícola.

     

    Com mais de 350 diferentes variedades das vitis vinífera catalogadas, tal trunfo sempre o diferenciou dos demais países produtores, seja pela quantidade ou originalidade e tipicidade de suas uvas. Tamanho patrimônio, não impediu que o país cultivasse castas bordalesas em vários pontos de seu território e seus rótulos buscassem emular um certo sotaque francês.

     

    Coube à Bacalhôa Vinhos de Portugal a ousadia e a iniciativa pioneira de introduzir na década de 70 castas como Carbenet Sauvignon e Merlot na Península de Setúbal e, por extensão, em Portugal. De paladar clássico, que lembra os rótulos bordaleses da região de Saint-Estèphe, é possível apreciar a personalidade, consistência e potencial característicos deste clássico português desde muito jovem.

     

     

    Quinta da Bacalhôa é um vinho longevo e começa a mostrar toda a sua maturidade e esplendor após 10 anos em garrafa. Em safras recentes mostra-se frutado e marcado a ameixas e amoras. Já os produzidos na década de 80, são suaves, sedosos e muito elegantes.

     

    São varias as razões que tornam a Carbenet Sauvignon e a Merlot os maiores símbolos da influência francesa não só em Portugal mas sobre outros quadrantes do mapa-múndi do vinho. De fato, em uma lista dos maiores tintos do mundo, a Cabernet Sauvignon se destaca em relação às suas compatriotas, seja em mistura ou em monovarietais. Sendo de grande adaptabilidade a diversas condições climáticas e terroirs, todo lugar não muito frio a recebe, gerando ótimos vinhos nas mais diversas regiões do planeta.

     

    Em Portugal, tanto a Cabernet Sauvignon como outras cepas francesas foram plantadas, entre outros objetivos, para modernizar o estilo de muitos vinhos de castas autóctones, por vezes rústico e de sabor exótico, dando-lhes um toque internacional e de elegância.

     

     

    Elaborado por: Marco Merguizzo

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  • A versatilidade do vinho Rosé

    Delicados, refrescantes e perfeitamente afeitos ao clima brasileiro, a cada ano, os vinhos rosés tem conquistado novos apreciadores. Em grande parte, o aumento do consumo se deve ao caráter versátil e sedutor desses vinhos, que o transformam em uma excelente opção para diversas ocasiões.

    A maior referência mundial do estilo é a França, que produz quase 30% dos rosés do mundo e o modelo a ser seguido atualmente é o elegante rosé de Provence, com sua característica cor de “casca de cebola”. Em outras regiões produtoras, o espectro de cor pode variar entre o salmão e o cereja, porém é um fato que o estilo de rosés da Provence é uma forte tendência largamente replicada, em âmbito mundial.

     

    Ainda que exista mais do que uma técnica para a obtenção de vinhos rosés, o estilo de vinificação com os melhores resultados alcançados é o que utiliza a maceração de uvas tintas, processo que consiste em deixar o mosto de uvas em contato com as suas cascas, para que a matéria corante delas seja transferida ao futuro vinho. O tempo de maceração é o fator que definirá a intensidade de cor do vinho resultante. Algumas horas serão suficientes para se atingir a cor ideal, de acordo com os anseios do enólogo. A partir dessa etapa, os passos seguintes seguirão o mesmo processo empregado para a vinificação de vinhos brancos.

     

    A linda cor desses vinhos é muito atraente, com notas aromáticas frutadas e florais, paladar leve, fresco e frutado, em um híbrido de características encontradas em vinhos brancos e tintos, porém, com aspectos sensoriais mais próximos aos encontrados nos vinhos brancos.

     

     

    Ao pensarmos em harmonização, encontramos nos rosés vinhos
    muito amigáveis no acompanhamento de saladas, pratos leves à base
    de legumes e ervas frescas, peixes e frutos do mar, bem como em
    parceria com queijos mais neutros e carnes brancas, o que comprova
    a versatilidade desses vinhos. Trata-se também de um vinho ideal,
    para os dias mais quentes, na piscina ou na praia.

     

    Conheça nossos vinhos rosés clicando aqui.

     

     

     

    Elaborado por: Gustavo Cunha

     

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  • A ascensão dos vinhos portugueses no Brasil

    Segundo dados disponibilizados pela OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho), referente ao ano de 2015, Portugal é o país produtor com o maior consumo de vinho por habitante, com 54 litros por ano. A França, com 51,8 litros, vem logo em seguida, ocupando o segundo lugar. Para efeito de comparação, o Brasil consome em média, 2 litros por habitante, de acordo com dados fornecidos pelo IBRAVIN (Instituto Brasileiro do Vinho). Nossos irmãos detém a nona posição em vinho exportado para diferentes países e continentes, com 280 milhões de litros ao ano.

     

    No período entre janeiro a maio de 2018, Portugal se consolidou como o segundo maior exportador de vinhos para o Brasil, feito que já vinha se desenhando nos últimos meses. O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Comércio Exterior e Serviços) apresenta números que mostram 7,8% a mais em volume de importações de vinhos portugueses ante os vinhos argentinos.

     

    Com o turismo brasileiro em alta e altos investimentos em marketing, produtores portugueses buscam cada vez mais cativar o público brasileiro, promovendo feiras, palestras e diversos eventos para o fomento do vinho luso. A despeito de Portugal ser um país com dimensões relativamente pequenas, seu território revela grandes contrastes entre as 14 regiões produtoras de vinhos, contribuindo para uma enorme e rica variedade de estilos que certamente agradam a diferentes paladares. Com um vasto repertório composto por mais de 250 uvas próprias, as chamadas autóctones, sem dúvida alguma, essas uvas regionais são responsáveis pela identidade única dos vinhos portugueses, sem no entanto, esquecer do importante papel das castas ditas internacionais, como Syrah, Petit Verdot, Cabernet Sauvignon, Alicante Bouschet, Pinot Noir, Chardonnay, Viognier e outras, que se adapataram muito bem aos diferentes terroirs desse país.

     

    De fato, com tantos aspectos positivos, não é por acaso que o Brasil já figure em oitavo lugar na lista de maiores compradores de vinhos portugueses. Sorte a nossa, podermos contar com uma vasta oferta de rótulos à disposição no mercado nacional, prontos para atender aos amantes da bebida em, diversidade de estilos, qualidade, preços justos e competitivos.

     

    Contribuindo com este cenário, a Portus importa os mais exclusivos rótulos portugueses de vinícolas que se destacam por sua tradição e elegância. Confira:

     

    Aliança Vinhos de Portugal: pioneira em Portugal na produção de espumantes com a casta Baga;

    Bacalhôa Vinhos de Portugal: arte, vinho e paixão. Produz grandes rótulos usando castas francesas;

    Kelman Wines: produção exclusiva, destaca-se por sua elegância;

    Quinta da Romaneira: 1º Syrah feito na região do Douro, produz vinhos com uvas próprias.

     

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  • Prata da Casa: Sobremesa com o nosso Moscatel de Setúbal

    Para muita gente, a sobremesa é o melhor momento da refeição – e por vezes o mais aguardado. Um jantar especial só pode terminar, portanto, com uma sobremesa igualmente especial! Não é de hoje que pâtissiers e confeiteiros profissionais ou mesmo donas de casa utilizam o vinho como ingrediente na cocção de pratos ou na elaboração de doces e sobremesas. Além do álcool, a bebida agrega às receitas seu sabor rico e marcante, tornando as preparações ainda mais saborosas.

     

    Um dos mais tradicionais e famosos vinhos de sobremesa de Portugal, o Moscatel de Setúbal é um vinho licoroso de denominação de origem elaborado a partir da casta de mesmo nome, no qual é adicionado aguardente vínica na fase inicial da fermentação. Produzido nas regiões da península de Setúbal e Palmela, ele ostenta teor alcoólico entre 17% e 19%, e é apreciado desde o século XI. Sua cor dourada varia entre o topázio claro e o âmbar. Um verdadeiro néctar na boca, no nariz exibe aromas doces persistentes, em que se sobressaem notas de flor de laranjeira, mel, tâmaras e laranja.

    As uvas que dão origem ao Moscatel são plantadas em solos calcários, o que proporciona maior frescor a acidez ao vinho. No final do inverno os vinhos são envelhecidos, durante um mínimo de 5 anos. Durante este período, vivem as oscilações de temperatura dentro de um ambiente de estufa, que provoca uma maior evaporação e uma consequente concentração do vinho final.

     

    Na edição de dezembro de 2011 da revista Wine, o crítico Rui Falcão descreveu sua viagem pelos sabores dos Moscatéis como “Celestial”, uma viagem de “Azeitão até às nuvens”. Com um equilíbrio “raro” entre açúcar, acidez e álcool, os Moscatéis da Bacalhôa surpreendem em qualquer ocasião. Conheça também o Moscatel Roxo Superior.

    Delicie-se, a seguir, com uma sobremesa criada com exclusividade para os leitores da Portus Importadora pela chef-executiva Ilda Vinagre.

     

    CHEESECAKE À MOSCATEL DE SETÚBAL
    Serve 06 pessoas

    Ingredientes:
    500 g de cream cheese
    250g de bolacha de maisena
    2 latas de leite condensado
    1 xícara (café) de suco de limão
    1 colher (sopa) de manteiga
    ½ pacote de gelatina sem sabor

    Para a calda de vinho:
    1 xícara de vinho Moscatel de Setubal
    2 xícaras (chá) de água
    1 xícara de açúcar

    Preparo:
    1. Bata o leite condensado, o cream cheese, a gelatina e o suco de limão no liquidificador até fique bem cremoso.
    2. Para massa de biscoito, triture o biscoito de maisena e amasse junto com a manteiga, colocando a massa no fundo e na borda de uma travessa de torta.
    3. Acrescente o creme sobre a massa e reserve na geladeira por aproximadamente 24h.
    4. Para a calda, em uma panela, ferva a água com o açúcar. Acrescente o vinho e deixe engrossar um pouco. Após esfriar, coloque a calda por cima do cheesecake.

    Texto elaborado por: Laura Stéphanie

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  • Pares perfeitos: o copo certo valoriza a visão do vinho.

    O que pode ser interpretado como formalidade ou mera etiqueta, é na verdade fundamental para tirar o máximo de prazer de um vinho: o copo certo valoriza a visão da bebida, amplificando toda a percepção de seus aromas e sabores. Portanto, há uma série de razões técnicas para que um determinado vinho seja apreciado no seu copo adequado. Neste universo, as taças têm um papel primordial, pois se escolhidas da forma correta, podem revelar toda a riqueza de um bom vinho, transmitindo ao nariz e à boca um patrimônio inesgotável de aromas e sabores, tornando a degustação de um vinho uma experiência ainda mais rica.

     

    Em geral, as taças de vinho podem ser de vidro ou cristal transparente, de espessura fina, com formato abalonado e dotadas de uma haste longa o bastante para evitar que a temperatura das mãos aqueça a bebida. A haste também permite que se gire o vinho dentro do copo mais facilmente, permitindo que se perceba melhor os aromas da bebida que “se levantam” em contato com o ar ou, ainda, quando se gira o copo em movimentos circulares.

    Como é inviável ter uma variedade tão grande em casa, os especialistas garantem ser possível apreciar devidamente bons vinhos com apenas alguns modelos. Para isso, basta ter basicamente quatro taças: duas para tintos (a de Bordeaux e a de Borgonha, assim batizadas em razão das duas mais famosas regiões produtoras da França), uma para brancos e uma para espumantes. Se quiser ir além, pode-se ainda adquirir um copo para os de sobremesa, apesar de que eles podem ser servidos na mesma taça dos brancos.

     

    Além do formato correto para cada tipo de vinho, é preciso levar em consideração a cor da taça. Descarte qualquer uma que não seja completamente transparente, afinal, parte do prazer em degustar um vinho está em apreciar as cores, as tonalidades e a limpidez da bebida. Embora sejam feitas de vários materiais, as taças de cristal são as mais indicadas por sua leveza e transparência. Além disso, por serem mais porosas, facilitam a quebra das moléculas do vinho contra a parede do copo, contribuindo de forma mais eficaz para a liberação dos aromas e sabores da bebida.

     

    Modelos de taças: conheça os modelos e características das taças básicas e essenciais para degustação.

     

    TINTOS
    Espécie de curinga para a maioria dos vinhos, exceto os espumantes, seu formato abalonado é perfeito na hora de ver, cheirar e provar a bebida. Hoje, há variações especiais para vinhos franceses de Bordeaux, Borgonha e Rhône, para os italianos Chianti e para os espanhóis de Rioja.

     

     

    TIPO BORDEAUX
    Indicado para vinhos mais encorpados e ricos em tanino, como os produzidos a partir das uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah e Tannat. Possui bojo grande e borda mais fechada, o que evita a dispersão dos aromas. A aba fina direciona o vinho para a ponta da língua, permitindo que os sabores frutados dominem antes que os taninos alcancem a parte de trás da boca.

     

    TIPO BORGONHA
    Ideais para vinhos mais complexos e concentrados, produzidos com as uvas Pinot Noir, Barbera Barricato, Amarone e Nebbiolo. O bojo é maior do que os de Bordeaux, para que o vinho tenha mais contato com o ar, o que faz a bebida “abrir” mais rapidamente. O formato direciona o fluxo acima da ponta e no centro da língua, diminuindo a acidez e arredondando o vinho.

     

     

    BRANCOS
    Tem a mesma forma de “balão”, mas é comparativamente menor que o copo para tintos.

     

     

     

    VINHOS DE SOBREMESA
    Seu formato pequeno, parecendo um cálice, favorece saborear a doçura e a acidez típicas deste tipo de vinho.

     

     

     

    ESPUMANTES
    O copo do tipo tulipa, é mais longo e fino que os anteriores. Seu desenho permite visualizar e conservar melhor o perlage, as gostosas bolinhas do espumante.

     

     

    Elaboração do texto: Mariana Maciel

     

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  • Vinhos para meditar: novas perspectivas para inspirar suas próximas degustações.

    Herdei uma paixão pelos vinhos e com ela o hábito de beber todos os dias uma taça. Ao longo dos anos, fui descobrindo sabores e aromas que, até então, só serviam para estampar fichas técnicas e livros. Com o tempo aprendi que é possível treinar olfato e paladar para reconhecer características específicas, e muitas vezes surpreendentes, como aromas terciários de evolução de um vinho.

     

    No entanto, para encontrar estes sabores escondidos atrás do caos da nossa mente é necessário concentração. É exatamente neste estado de espiríto de concentração e relaxamento que se inclui a meditação. Para quem nunca teve contato com a meditação, ela é é um estado psicológico onde estamos atentos ao presente de forma intencional, assim, percebemos pensamentos, sensações corporais e emoções daquele momento.

     

    Hoje, não sou só apaixonada por vinhos como também pelas técnicas de meditação, conhecidas por Mindfulness. Juntando esses meus dois interesses, encontrei vários pontos em comum na arte de degustar um bom vinho e meditar, podendo assim contribuir para as duas práticas na minha vida.

    Foco completo e concentração em um único ponto é uma das maneira de nos atrair para o presente e para longe das distrações vazias do passado e do futuro na meditação. É exatamente isso que acontece quando damos toda nossa atenção, tanto sensorial quanto intelectual, a uma taça de vinho.

     

    Meditar exige uma consciência sem julgamento do momento presente. Na avaliação de um vinho quando o degustamos não poderia ser diferente. A fórmula para o melhor tipo de degustação de vinhos é que esteja atento a todas as possibilidades do copo à sua frente. Uma degustação ruim de vinho é aquela que vem em vinhos com preconceitos ou que rapidamente descarta aspectos da sua personalidade.

     

    Um dos principais benefícios da meditação é também a dissolução da emoção negativa. Aqui, o álcool do vinho (em doses moderadas) entra como um grande aliado. A sensação de relaxamento e bem-estar promovido pelo consumo responsável do vinho é sem dúvida uma ótima forma de criar emoções positivas.

     

    A atenção plena, por fim, desperta alegria através da importância não julgadora dos prazeres mais simples da vida, e traz serenidade e clareza de espírito por meio da atenção ao ser presente. Embora consumir muito vinho possa destruir a clareza da mente, minha experiência diz que degustar o vinho com atenção e consumi-lo moderadamente pode realmente provocar sentimentos de serenidade e um estado de espírito de meditação.

     

    A chave do sucesso está no equilíbrio do consumo, no silêncio da mente e na oportunidade de ouvir do vinho e do universo o que você não os deixa falar!

    Karene Vilela em momento de meditação no Buddha Eden (Quinta dos Loridos) da Bacalhôa

     

    Desafio vocês a criarem sua lista de vinhos de estado de espírito de meditação. Acredito que cada pessoa tem o seu vinho para se conectar com o presente e viver o momento longe do stress e da negatividade. Fica a dica dos meus vinhos para estes momentos caso queiram se inspirar:

    Aguardo sua resposta nos comentários! =)

    Elaboração do texto: Karene Vilela, CEO na Portus Importadora

     

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  • O que são Vinhos Verdes?

    Você sabe o que é Vinho Verde? A resposta mais objetiva seria: Vinho Verde é uma denominação de origem (DOC), e não tem relação com maturidade das uvas, caraterísticas de vinho ou estilo de vinificação.

     

    Os Vinhos Verdes fazem parte de um amplo universo em que podem ser classificados como tal, ao contrário do que muitos pensam. Vinhos brancos, vinhos rosés, vinhos tintos ou até mesmo espumantes e, para isso, basta serem produzidos exclusivamente em uma região específica e geograficamente demarcada de Portugal.

    A região demarcada dos Vinhos Verdes é a maior de Portugal e cobre a porção noroeste do país. Segundo documentação histórica, a designação “Vinho Verde” teria surgido no século XVII, e a versão mais aceita é a de que o nome foi inspirado pelas lindas paisagens verdejantes que cobrem toda a região.

     

    As condições climáticas e de solo definem o estilo elegante, leve, de frescor vibrante, bem como predominantes notas frutadas e florais. A região que apresenta significativa variedade de uvas viníferas autorizadas pelo órgão regulador local das normas de cultivo, vinificação e comercialização, abrange nove sub-regiões, cada uma delas propícia e recomendada pela entidade para o cultivo de uma ou mais castas.

     

    Apesar da variedade de castas, a região tem vocação para os vinhos brancos em que destacam-se as uvas Alvarinho, Loureiro, Avesso, Azal, Pedernã e Trajadura.

     

    O nosso Casal Mendes Vinho Verde foi lançado nos anos 80, utilizando duas vinhas especiais da Aliança Vinhos de Portugal, de onde se produziam uvas de grande qualidade.

     

    De cor pálido-esverdeada, leve e refrescante, com a chamada agulha, que nada mais é que a presença de uma pequena quantidade de gás carbônico a lhe conferir um toque levemente frisante, é ideal para acompanhar pratos de peixe, mariscos, carnes brancas, saladas leves, massas ou mesmo sozinho.

     

     

     

     

    Elaboração do texto: Gustavo Cunha

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  • O equilíbrio do vinho

    Um dos fatores de maior importância a serem observados quando degustamos ou bebemos vinho é o equilíbrio.

     

    A despeito de ser composto por centenas de substâncias, podemos julgar o equilíbrio do vinho considerando como seu alicerce a somatória na medida certa, entre açúcares, acidez, taninos e álcool.

     

    O equilíbrio pode ser alcançado em todos os tipos e estilos de vinho. É um erro comum pensar que vinhos tintos ou vinhos brancos mais estruturados, potentes, e com maior teor alcoólico, sejam algumas vezes julgados como vinhos desequilibrados. O que de fato importa é o equilíbrio entre os diversos componentes.

     

    Açúcares e álcool aportam maciez ao vinho. Acidez e taninos formam um agradável contraponto, dando nervo e sustentação ao conjunto.

     

    Os açúcares nem sempre serão perceptíveis, exceção feita aos vinhos doces ou que contenham açúcar residual. Nesse caso, a acidez é fundamental para equilibrar a doçura do vinho. Vinhos doces, que padecem de acidez, tornam-se enjoativos e cansativos.

     

    A acidez é de extrema importância para garantir o frescor e a vivacidade em vinhos de diferentes tipos e estilos. É componente vital em harmonizações entre vinho e comida, sentida principalmente nas laterais da língua, através da salivação.

     

    Os taninos estão presentes na maioria das vezes, nos vinhos tintos. É um composto adstringente. Taninos grosseiros e de má qualidade ocasionam desagradáveis sensações de excessiva aspereza e amargor intenso. Funciona como um importante conservante natural, que prolonga o envelhecimento da bebida.

     

    O álcool é determinante para o corpo do vinho. Somente a sensação táctil do líquido na boca nos permite definir se um vinho é ou não encorpado. Em desequilíbrio, o álcool causa ardência e dormência nas mucosas, bem como a falsa percepção de doçura, mesmo sem a existência de açúcar residual.

     

    Portanto, podemos concluir que o equilíbrio ou harmonia do vinho é dado pela perfeita interação entre esses quatro elementos constituintes.

     

    Elaboração do texto: Gustavo Cunha

     

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  • No ponto certo: termômetro para vinho é fundamental no serviço da bebida

    Vários fatores afetam nossa percepção quando degustamos um bom vinho. A forma como foi armazenado, o local, onde vai ser degustado, a harmonização, entre outros. Porém, um deles, e talvez o principal, é a temperatura de serviço da bebida, que contribui, ou não, para que a experiência seja marcante e se desfrute todo potencial de sabores e aromas.

     

    No Brasil temos o hábito de simplificar este quesito e simplesmente acreditar que o tinto deve ser servido à temperatura ambiente e o branco, gelado.

     

    Mas afinal, qual é a temperatura certa? Qualquer vinho pede a mesma temperatura? Como medi-la para saber se a garrafa está no ponto de ser aberta? De que forma resfriar o vinho? São várias as perguntas, afinal, toda a complexidade da bebida merece ser desvendada com o devido cuidado.

     

    De maneira simplificada, vinhos tintos consumidos abaixo da temperatura ideal se tornarão duros, ressaltando-se os taninos, além de inibir os aromas. Em contrapartida, acima da temperatura ideal, o álcool ficará em evidência, causando uma sensação que poderá se tornar desagradável ao nariz e ao palato. Para os brancos, o aspecto dos taninos não deverá ser levado em conta.

     

    De um modo geral, a temperatura varia de 6ºC a 18ºC, dependendo do tipo de vinho. O ideal é resfriá-lo em adegas climatizadas, mas como nem todos podem lançar mão deste utensílio, a geladeira é uma alternativa, porém, mais indicada para os vinhos brancos que necessitam de mais refrigeração. Em uma ou duas horas já estarão no ponto de serviço. Já os tintos, mais encorpados, chegarão mais rapidamente à temperatura ideal e, se colocados na geladeira, em meia hora estarão refrigerados.

     

    Para não cometer equívocos como gelar demais o vinho ou consumi-lo a uma temperatura muito elevada e assim cometer o “pecado” de desperdiçar uma excelente garrafa de vinho, a melhor maneira de medir a temperatura é usando um termômetro próprio para isso. Assim como outros acessórios que colaboram para enriquecer as características da bebida, este utensílio está disponível em vários modelos e é facilmente encontrado nas lojas do segmento.

     

    Dos mais tradicionais aos modernos modelos digitais, são indispensáveis para quem não abre mão de saborear cada uma das características do néctar dos deuses mais apreciado ao redor do planeta.

     

     

    A temperatura de cada um

    Vinhos tintos

    Eles devem ser ligeiramente resfriados, porém, se isso for feito em demasia, tornam-se duros, já que a acidez e os taninos ficam muito realçados.

    Temperatura ideal:

    Leves: 12ºC a 14ºC

    Encorpados: 14ºC a 18ºC

     

     

    Vinhos brancos

    Para ficarem mais frescos e agradáveis, devem ser resfriados mais do que os tintos. Isto porque não possuem taninos e portanto, ficam muito alcoólicos se consumidos à temperatura ambiente. Tome cuidado para não resfriá-los demais a ponto de anular seus aromas.

    Temperatura ideal

    Leves: 8ºC a 10ºC

    Encorpados: 10ºC a 12ºC

     

    Vinhos verdes

    Com baixa graduação alcoólica e acidez elevada, os vinhos verdes devem ser consumidos em temperaturas bem baixas.

    Temperatura ideal: 8ºC a 10ºC

     

    Espumantes

    As altas temperaturas são perigosas para os espumantes, pois o gás carbônico se desprende rapidamente. Portanto, devem ser consumidos a temperaturas bem baixas. Para resfriá-los rapidamente, o melhor meio é utilizar um balde de gelo.

    Temperatura ideal: 6ºC a 8ºC

     

    Vinhos de sobremesa

    Os vinhos do porto e vinhos fortificados devem ser consumidos preferencialmente a uma temperatura entre 6ºC e 8ºC.

     

    Elaboração do texto: Mariana Maciel

    Colaboração: Gustavo Cunha

     

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