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  • Beber X Degustar: qual a diferença?

    Quando degustamos um vinho voltamos todos os nossos sentidos para isso, exige concentração, imaginação e técnica. Beber é fácil, basta transferir o vinho da taça para a boca. Degustar faz você pensar, se emocionar e resgatar memórias. Para isso é preciso educar nossos sentidos nos seguintes aspectos:

     

    Visuais: segure a taça pela haste ou base, nunca pelo corpo para não esquentar o vinho e não deixar marcas no vidro. Incline a taça contra um fundo branco e observe a cor e os reflexos do vinho.

     

    Olfativos: gire a taça para aerar o vinho, ou seja, fazer com que ele interaja com o oxigênio e libere seus aromas. Incline a taça, aproxime do nariz e inspire, de olhos fechados, buscando na memória o aroma do vinho a outros já sentidos. Busque aromas na borda superior ou inferior da taça, pois, as fragrâncias se espalham por diferentes partes do vidro.

     

    Gustativos: mastigue o vinho, deixe que afunde na língua e passeie pelo palato para sentir o corpo, consistência e maciez ou aspereza. Após engolir é possível perceber um amargor no fim da língua, quase na garganta, e o calor provocado pelo álcool enquanto a bebida desce para o estômago.

     

    Degustar o vinho pode parecer muito técnico, mas as sensações que criamos ficam para sempre guardadas em nossas memórias.

     

  • Do vinho para a água

    Numa degustação, a água é o par perfeito seja para limpar o palato entre um estilo de vinho e outro, para reidratar o organismo após vários goles ou, simplesmente, refrescar o paladar.

    Quando pensamos em uma boa mesa sempre associamos comida ao vinho e a água acaba ficando em segundo plano. É bom lembrar que sem ela a harmonização pode perder muito em termos de sabores. Com ou sem gás, a água limpa a nossa boca, entre uma garfada e um gole de vinho, permitindo que os sabores possam ser melhor apreciados. Além disso, ela reidrata nosso corpo permitindo que o álcool do fermentado de uva não seja tão intenso em nosso organismo.

    Uma grande dúvida que surge é: qual é a melhor água para acompanhar o vinho? Água sem gás vai bem com brancos enquanto a com gás é a ideal para os tintos? Para encontrar estas e outras respostas, a Portus organizou uma degustação com cinco sommeliers, onde foram servidos três vinhos e dez águas em duas baterias. Na primeira, os três vinhos foram degustados com cinco águas sem gás. Na segunda, logo a seguir, os mesmos vinhos tiveram pela frente cinco águas com gás.

    Representando o universo dos vinhos, selecionamos o espumante Loridos Chardonnay, o vinho branco Cova da Ursa e o vinho tinto Quinta da Bacalhôa, todos varietais para facilitar a percepção da água mas também com potência semelhante para criar um padrão na avaliação. Também selecionamos dez águas minerais Premium de diferentes marcas com embalagens de vidro e pet.

    A ideia da degustação não era criar um ranking de águas e, sim, identificar aquelas que combinassem à perfeição com os vinhos selecionados. Para o espumante Loridos Chradonnay, a água (sem gás) Evian foi a melhor opção. Já com o branco Cova da Ursa, a água argentina Gota e a norueguesa Voss mostraram que ambas podem ser boas opções para um branco mais complexo. Na harmonização com o tinto Quinta da Bacalhôa, de paladar mais potente, não houve consenso e cada sommelier escolheu uma opção diferente. No resultado final, a argentina Gota foi a que se saiu melhor nas três categorias de vinho.

    Na segunda bateria da degustação, com marcas de água com gás, também não houve uma água que se destacasse como a mais adequada para se combinar com o espumante Loridos Chardonnay, havendo um impasse e divergência de opiniões entre os especialistas. Já em relação ao branco Cova da Ursa e o tinto Quinta da Bacalhôa, a água portuguesa Pedras Salgadas foi apontada como a preferida pela maioria dos sommeliers.

    Um comentário muito interessante, ao final, foi o da sommelier Gabriela Monteleone, consultora do restaurante D.O.M. do premiado chef Alex Atala, de que a água não deve ser encarada como um terceiro elemento entre a comida e o vinho. “O ideal é deixar que a comida e o vinho harmonizem-se entre si. A água entraria em cena, de tempos em tempos, para dar um certo descanso à boca, bem como hidratar o organismo, amenizando a ingestão de álcool”, diz.

    Também vale ressaltar a observação de todo o grupo de sommeliers, que notou aromas indesejáveis de plástico em algumas amostras provenientes da embalagem pet. Daí #ficaadica sempre que quiser harmonizar águas, com ou sem gás, com qualquer estilo de vinho, prefira as de garrafa de vidro.

    Qual é a combinação ideal entre vinhos e águas na sua opinião? Deixe sua resposta nos comentários.

     

    Obrigada pela leitura!

    Colaboração: Cesar Adames

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