Blog Portus Importadora

  • Harmonizações para a Páscoa

    As confraternizações de Páscoa nos fazem automaticamente pensar em dois alimentos: o onipresente bacalhau, em diversos preparos, e os irresistíveis chocolates e suas variações. Mas, caro leitor, quais vinhos se harmonizam melhor com essas delícias?

     

    Primeiramente é preciso dizer que a combinação entre vinho e comida se estabelece basicamente a partir de dois aspectos: contraste ou similaridade. Um vinho branco jovem, fresco e acídulo, pode ser um ótimo parceiro para peixes empanados.

    A acidez do vinho em contraste à fritura do peixe. Um vinho branco barricado e untuoso, pode ser o acompanhante perfeito para aves preparadas com molhos cremosos. Aqui o elemento ponte se dá pela junção de texturas, do vinho e do prato, isto é, pela similaridade. Esses dois elementos, contraste e similaridade, podem andar juntos. Imaginemos uma combinação entre chocolate amargo e um vinho doce licoroso. O amargo do chocolate, versus o doce do vinho, revelarão um agradável contraste; a gordura do chocolate e a licorosidade do vinho se conectarão através da similaridade de texturas.

     

    Existem outros tantos elementos a serem considerados na busca da compatibilização perfeita, se é que ela existe, pois sempre entraremos no conceito da subjetividade do gosto, porém, ao observarmos alguns detalhes como os componentes e formas de preparo de um prato, os componentes e métodos de vinificação de um vinho, além dos aromas e texturas, certamente maximizaremos a nossa experiência.

    Feitas essas considerações, proporemos alguns casamentos perfeitos para o cardápio de Páscoa, em que a base é peixe e bacalhau, sem naturalmente nos esquecermos do quase obrigatório chocolate.

     

    Bacalhau com Kelman Dão Encruzado Kelman 2017

    A uva Encruzado é protagonista e está seguramente inclusa entre as castas brancas mais importantes de Portugal. Produz vinhos elegantes, com notável equilíbrio. Kelman é uma vinícola boutique, de minúscula produção, e para esse Encruzado 2017 foram produzidas apenas 3750 garrafas! Os aromas remetem a frutas brancas e cítricas. Na boca, revela-se intenso, untuoso, com boa estrutura, acidez e mineralidade pungentes. A companhia perfeita para peixes e bacalhaus em diversas elaborações.

     

     

     

     

     

    Chocolate com Porto Quinta da Romaneira LBV 2011

    Um Porto LBV – Late Bottled Vintage – é engarrafado pronto para o consumo, podendo envelhecer e melhorar após alguns anos em adega. Irá lhe proporcionar uma inesquecível parceria com o seu chocolate preferido! De cor rubi profunda, revela ricos aromas de frutas maduras vermelhas e negras, especiarias, passas e notas de chocolate. Em boca, é perfeitamente equilibrado, com taninos finos e macios, e um longo final. Indicado para finalizar a sua ceia de páscoa em grande estilo!

     

     

     

     

     

    Colomba Pascal com Espumante Quinta Don Bonifácio Moscatel 2018

    O Brasil tem produzido excelentes Moscateis espumantes, reconhecidos pela crítica especializada. São vinhos de intensos e deliciosos aromas florais e frutados. Na boca é cremoso, com borbulhas de fina textura. A doçura é equilibrada pela gostosa acidez, na medida exata. Ótimo para acompanhar bolos e colombas de páscoa, bem como salada de frutas.

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  • A casta Alfrocheiro

    A casta Alfrocheiro possui origem incerta. A pouca variabilidade genética é um indicativo de recente surgimento em Portugal, com documentações referentes ao pós-filoxera, praga que atacou e dizimou os vinhedos da Europa em meados do século XIX.

    Embora seja cultivada com crescente sucesso na região do Alentejo e em outras de menor expressão para esta casta, é na região do Dão que expressa todo seu potencial, sendo considerada de excelente qualidade para a produção de vinhos finos.

    A despeito de sua enorme qualidade, dada pelo destacado equilíbrio entre álcool, açúcar, taninos e acidez, além da forte concentração de matéria corante, requer cuidados especiais, pois é suscetível à doenças como oídio e podridão cinzenta, entre outras. É necessário também, controlar o seu vigor, a fim de manter os níveis adequados de concentração nos bagos, que resultarão em vinhos com mais aromas e sabores. É muito utilizada em cortes, mas dá origem a excelentes vinhos varietais na região do Dão, que expressam à perfeição todo o potencial dessa casta superlativa.

    Ao degustar um vinho produzido com a uva Alfrocheiro, serão percebidos aromas que remetem a morangos e outras frutas silvestres, como as amoras. Na boca, espera-se encontrar taninos de textura firme, porém delicados, com excelente estrutura e aptidão gastronômica. Possuem bom potencial para o envelhecimento.

    Em Portugal, um bom cabrito assado costuma ser o parceiro ideal. Quando trazemos para mais perto dos nossos hábitos, a carne de cordeiro se comporta especialmente bem, além dos queijos curados.

     

     

    Recomendamos o nosso Kelman Alfrocheiro Dão DOC 2016, um exemplar com enorme tipicidade da casta e região, para ser bebido agora ou guardado por mais alguns anos.

     

     

     

    Elaborado por: Gustavo Cunha

     

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  • A serviço do Vinho

    O charme e as vantagens do decanter: acompanhe dicas

     

    Mais do que o ritual em si, que pode sugerir um “que” de esnobismo daqueles iniciados no universo de Baco, o ato de decantar o vinho implica em tirar o máximo da bebida na hora de degustá-la. Para tanto, a decantação deve ser feita exclusivamente em um recipiente, de cristal ou vidro, designado decanter ou decantador.

     

    Existem várias razões para se decantar um tinto, ou seja, transferir o líquido da garrafa para o decanter antes de servi-lo. Uma delas é permitir que o vinho “respire”, para permitir a total liberação dos aromas contidos na garrafa – um processo que contribui de forma direta para sua melhor apreciação.

     

    A exposição da bebida ao oxigênio provoca o que chamamos de "abertura”, colaborando para liberar aromas, suavizar os taninos e intensificar os sabores. Geralmente vinhos mais jovens e de média guarda precisam passar por esse processo acelerado de oxigenação.

    Antes da garrafa e a rolha de cortiça tornarem-se a forma mais comum de se conservar o vinho, eram usadas jarras de vidro para o acondicionamento dos vinhos. Os vinhos vendidos em barricas e pipas eram depois vertidos nesses recipientes. Atualmente, podem ser encontrados os mais variados formatos e tipos de decanter.

    E apesar dos diferentes modelos, eles se assemelham em algumas características: tem entrada média, seguida de “pescoço” alongado e estreito, terminando em base ampla que permite maior contato liquido com o oxigênio.

     

    Vinhos de Guarda:

    Se o vinho não tiver sido guardado verticalmente, a primeira coisa a fazer é coloca-lo nesta posição por algumas horas para que as borras se depositem no fundo da garrafa. Em seguida, remova a rolha procurando não erguer ou girar a garrafa. Com cuidado, incline-a e transfira uma pequena parte do líquido para o decanter, sem que os sedimentos se misturem ao vinho transferido.

     

    Vinhos Jovens:

    Depois de abrir a garrafa, transfira o vinho para o decanter num gesto único e contínuo. Em seguida, agite-o, da mesma maneira como se faz com a taça. Geralmente estes vinhos apresentam elevados níveis de acidez porque ainda não tiveram tempo de amadurecer, por isso, precisam “respirar” durante uma ou duas horas.

     

    Limpeza do decanter:

    Com um formato que dificulta a limpeza, é preciso muita cautela para executar tal tarefa. Evite detergentes. Tente enxaguá-los com muita água e se isso não for suficiente, coloque dentro do utensílio gelo picado ou bicarbonato de sódio com agua quente, agitando-o em seguida. Para secar, deixe-o com o gargalo voltado para baixo. O importante é deixa-lo pronto para receber o conteúdo da próxima garrafa da bebida que nos surpreende.

     

    Agora que você conhece um pouco mais sobre os decanters,

    é só preparar o jantar, escolher um bom rótulo e surpreender os amigos!

     

    Elaborado por: Mariana Maciel

     

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  • Especial Natal e Ano Novo

     Harmonizaçōes Natalinas

     

    Às vésperas dos festejos de Natal, nosso Sommelier dá dicas certeiras de vinhos Portus Importadora, que irão harmonizar com as tradicionais e deliciosas receitas da sua ceia. Sucesso, do começo ao fim!

     

    - Canapés; Entradinhas

    . Espumante Quinta Don Bonifácio Brut Charmat

     

    - Mix de folhas com molhos agridoces; Tender com frutas; Lombo suíno assado

    . Espumante Quinta Don Bonifácio Demi-Séc Rosé Charmat

     

    - Salpicão de frango; Frango assado

    . Branco Bacalhôa Greco di Tufo 2017

     

    - Peru de Natal; Chester

    . Rosé Bacalhôa Moscatel Roxo 2017 (Seco)

     

    - Carnes vermelhas ao forno; Pernil suíno assado

    . Tinto Bacalhôa Syrah 2015.

     

    - Paleta de Cordeiro ao forno com batatas

    . Tinto Bacalhôa Quinta do Carmo Reserva 2012

     

    - Panetone com frutas; Salada de frutas

    . Espumante Quinta Don Bonifácio Moscatel

     

    - Panetone com chocolate; Rabanadas

    . Vinho licoroso Bacalhôa Moscatel de Setúbal Roxo Superior 2003

     

    Elaborado por: Gustavo Cunha

     

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  • As diferentes possibilidades de harmonização com o vinho do Porto

    Saborear um Vinho do Porto é sempre um momento prazeroso. Acompanhe algumas dicas que podem tornar o momento ainda mais especial.

     

    Cacau, gordura e açúcar combinam com vinho? Sim! É possível harmonizar com sutileza, de forma que as características do chocolate não se sobreponham às do vinho.

    Por ser adocicado e ter alto teor alcoólico, o vinho do Porto tem certo poder adstringente, ou seja, contribui na hora de diluir a camada de cacau, que reveste as papilas gustativas. Além disso, por passar por um grande período de envelhecimento, a semelhança de aromas remete ao universo dos chocolates, com notas de baunilha e caramelo.

    O chocolate é de difícil harmonização com qualquer coisa. É menos complicado com o Porto, simplesmente pelo fato de o vinho ter a mesma personalidade forte, o que já cria uma aproximação.

    A primeira dica é de que quanto mais amargo for o chocolate, mais difícil é a harmonização. Deve-se optar por um tipo menos amargo, como os que levam leite em sua composição, por exemplo. Outro truque é associar ao chocolate alguns complementos, que vão bem com o Porto como no caso de frutas cítricas secas, sendo a laranja a mais recomendada, recomenda Mario Telles Jr., enófilo e fundador da Associação Brasileira de Sommeliers de SP (ABS).

    E o queijo?

    A história do popular “queijo e vinho” começou com uma ação mercantilista dos franceses da região de Provence: para vender vinho, eles serviam queijo. A tradição começou a ser adotada pela maioria das vinícolas francesas. As melhores combinações são feitas com vinhos brancos, de sobremesa e com o Porto.

    Segundo a especialista Alexandra Corvo, embora o contraste da doçura do vinho com salgado do queijo possa ser muito atraente, a graduação alcoólica pode ser um problema nesse tipo de harmonização. “Com o Porto, acredito que os queijos mais salgados combinam bem. Os que têm boa acidez e cremosidade também. Entre as minhas escolhas estão os queijos portugueses das regiões do Azeitão e da Serra da Estrela (produzido com leite cru de ovelha, cremoso e com forte personalidade), e os frescos de cabra”, orienta ela.

    Uma outra sugestão da Portus, para acompanhar esses queijos é o Cova da Ursa, 100% Chardonnay, fermentado em barrica de carvalho, da vinícola Bacalhôa.

    Elaborado por: Maria Cláudio Aravecchia Klein.

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  • Pioneirismo à francesa: Cabernet Sauvignon e Merlot deram toque internacional aos rótulos portugueses

    Em meio ao oceano de castas autóctones (cepas que são nativas de uma determinada região e, portanto, não originárias de outros países) que navega, Portugal é, ao lado da Itália, um dos lugares com maior patrimônio genético do mundo vinícola.

     

    Com mais de 350 diferentes variedades das vitis vinífera catalogadas, tal trunfo sempre o diferenciou dos demais países produtores, seja pela quantidade ou originalidade e tipicidade de suas uvas. Tamanho patrimônio, não impediu que o país cultivasse castas bordalesas em vários pontos de seu território e seus rótulos buscassem emular um certo sotaque francês.

     

    Coube à Bacalhôa Vinhos de Portugal a ousadia e a iniciativa pioneira de introduzir na década de 70 castas como Carbenet Sauvignon e Merlot na Península de Setúbal e, por extensão, em Portugal. De paladar clássico, que lembra os rótulos bordaleses da região de Saint-Estèphe, é possível apreciar a personalidade, consistência e potencial característicos deste clássico português desde muito jovem.

     

     

    Quinta da Bacalhôa é um vinho longevo e começa a mostrar toda a sua maturidade e esplendor após 10 anos em garrafa. Em safras recentes mostra-se frutado e marcado a ameixas e amoras. Já os produzidos na década de 80, são suaves, sedosos e muito elegantes.

     

    São varias as razões que tornam a Carbenet Sauvignon e a Merlot os maiores símbolos da influência francesa não só em Portugal mas sobre outros quadrantes do mapa-múndi do vinho. De fato, em uma lista dos maiores tintos do mundo, a Cabernet Sauvignon se destaca em relação às suas compatriotas, seja em mistura ou em monovarietais. Sendo de grande adaptabilidade a diversas condições climáticas e terroirs, todo lugar não muito frio a recebe, gerando ótimos vinhos nas mais diversas regiões do planeta.

     

    Em Portugal, tanto a Cabernet Sauvignon como outras cepas francesas foram plantadas, entre outros objetivos, para modernizar o estilo de muitos vinhos de castas autóctones, por vezes rústico e de sabor exótico, dando-lhes um toque internacional e de elegância.

     

     

    Elaborado por: Marco Merguizzo

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  • A versatilidade do vinho Rosé

    Delicados, refrescantes e perfeitamente afeitos ao clima brasileiro, a cada ano, os vinhos rosés tem conquistado novos apreciadores. Em grande parte, o aumento do consumo se deve ao caráter versátil e sedutor desses vinhos, que o transformam em uma excelente opção para diversas ocasiões.

    A maior referência mundial do estilo é a França, que produz quase 30% dos rosés do mundo e o modelo a ser seguido atualmente é o elegante rosé de Provence, com sua característica cor de “casca de cebola”. Em outras regiões produtoras, o espectro de cor pode variar entre o salmão e o cereja, porém é um fato que o estilo de rosés da Provence é uma forte tendência largamente replicada, em âmbito mundial.

     

    Ainda que exista mais do que uma técnica para a obtenção de vinhos rosés, o estilo de vinificação com os melhores resultados alcançados é o que utiliza a maceração de uvas tintas, processo que consiste em deixar o mosto de uvas em contato com as suas cascas, para que a matéria corante delas seja transferida ao futuro vinho. O tempo de maceração é o fator que definirá a intensidade de cor do vinho resultante. Algumas horas serão suficientes para se atingir a cor ideal, de acordo com os anseios do enólogo. A partir dessa etapa, os passos seguintes seguirão o mesmo processo empregado para a vinificação de vinhos brancos.

     

    A linda cor desses vinhos é muito atraente, com notas aromáticas frutadas e florais, paladar leve, fresco e frutado, em um híbrido de características encontradas em vinhos brancos e tintos, porém, com aspectos sensoriais mais próximos aos encontrados nos vinhos brancos.

     

     

    Ao pensarmos em harmonização, encontramos nos rosés vinhos
    muito amigáveis no acompanhamento de saladas, pratos leves à base
    de legumes e ervas frescas, peixes e frutos do mar, bem como em
    parceria com queijos mais neutros e carnes brancas, o que comprova
    a versatilidade desses vinhos. Trata-se também de um vinho ideal,
    para os dias mais quentes, na piscina ou na praia.

     

    Conheça nossos vinhos rosés clicando aqui.

     

     

     

    Elaborado por: Gustavo Cunha

     

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  • A ascensão dos vinhos portugueses no Brasil

    Segundo dados disponibilizados pela OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho), referente ao ano de 2015, Portugal é o país produtor com o maior consumo de vinho por habitante, com 54 litros por ano. A França, com 51,8 litros, vem logo em seguida, ocupando o segundo lugar. Para efeito de comparação, o Brasil consome em média, 2 litros por habitante, de acordo com dados fornecidos pelo IBRAVIN (Instituto Brasileiro do Vinho). Nossos irmãos detém a nona posição em vinho exportado para diferentes países e continentes, com 280 milhões de litros ao ano.

     

    No período entre janeiro a maio de 2018, Portugal se consolidou como o segundo maior exportador de vinhos para o Brasil, feito que já vinha se desenhando nos últimos meses. O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Comércio Exterior e Serviços) apresenta números que mostram 7,8% a mais em volume de importações de vinhos portugueses ante os vinhos argentinos.

     

    Com o turismo brasileiro em alta e altos investimentos em marketing, produtores portugueses buscam cada vez mais cativar o público brasileiro, promovendo feiras, palestras e diversos eventos para o fomento do vinho luso. A despeito de Portugal ser um país com dimensões relativamente pequenas, seu território revela grandes contrastes entre as 14 regiões produtoras de vinhos, contribuindo para uma enorme e rica variedade de estilos que certamente agradam a diferentes paladares. Com um vasto repertório composto por mais de 250 uvas próprias, as chamadas autóctones, sem dúvida alguma, essas uvas regionais são responsáveis pela identidade única dos vinhos portugueses, sem no entanto, esquecer do importante papel das castas ditas internacionais, como Syrah, Petit Verdot, Cabernet Sauvignon, Alicante Bouschet, Pinot Noir, Chardonnay, Viognier e outras, que se adapataram muito bem aos diferentes terroirs desse país.

     

    De fato, com tantos aspectos positivos, não é por acaso que o Brasil já figure em oitavo lugar na lista de maiores compradores de vinhos portugueses. Sorte a nossa, podermos contar com uma vasta oferta de rótulos à disposição no mercado nacional, prontos para atender aos amantes da bebida em, diversidade de estilos, qualidade, preços justos e competitivos.

     

    Contribuindo com este cenário, a Portus importa os mais exclusivos rótulos portugueses de vinícolas que se destacam por sua tradição e elegância. Confira:

     

    Aliança Vinhos de Portugal: pioneira em Portugal na produção de espumantes com a casta Baga;

    Bacalhôa Vinhos de Portugal: arte, vinho e paixão. Produz grandes rótulos usando castas francesas;

    Kelman Wines: produção exclusiva, destaca-se por sua elegância;

    Quinta da Romaneira: 1º Syrah feito na região do Douro, produz vinhos com uvas próprias.

     

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  • Prata da Casa: Sobremesa com o nosso Moscatel de Setúbal

    Para muita gente, a sobremesa é o melhor momento da refeição – e por vezes o mais aguardado. Um jantar especial só pode terminar, portanto, com uma sobremesa igualmente especial! Não é de hoje que pâtissiers e confeiteiros profissionais ou mesmo donas de casa utilizam o vinho como ingrediente na cocção de pratos ou na elaboração de doces e sobremesas. Além do álcool, a bebida agrega às receitas seu sabor rico e marcante, tornando as preparações ainda mais saborosas.

     

    Um dos mais tradicionais e famosos vinhos de sobremesa de Portugal, o Moscatel de Setúbal é um vinho licoroso de denominação de origem elaborado a partir da casta de mesmo nome, no qual é adicionado aguardente vínica na fase inicial da fermentação. Produzido nas regiões da península de Setúbal e Palmela, ele ostenta teor alcoólico entre 17% e 19%, e é apreciado desde o século XI. Sua cor dourada varia entre o topázio claro e o âmbar. Um verdadeiro néctar na boca, no nariz exibe aromas doces persistentes, em que se sobressaem notas de flor de laranjeira, mel, tâmaras e laranja.

    As uvas que dão origem ao Moscatel são plantadas em solos calcários, o que proporciona maior frescor a acidez ao vinho. No final do inverno os vinhos são envelhecidos, durante um mínimo de 5 anos. Durante este período, vivem as oscilações de temperatura dentro de um ambiente de estufa, que provoca uma maior evaporação e uma consequente concentração do vinho final.

     

    Na edição de dezembro de 2011 da revista Wine, o crítico Rui Falcão descreveu sua viagem pelos sabores dos Moscatéis como “Celestial”, uma viagem de “Azeitão até às nuvens”. Com um equilíbrio “raro” entre açúcar, acidez e álcool, os Moscatéis da Bacalhôa surpreendem em qualquer ocasião. Conheça também o Moscatel Roxo Superior.

    Delicie-se, a seguir, com uma sobremesa criada com exclusividade para os leitores da Portus Importadora pela chef-executiva Ilda Vinagre.

     

    CHEESECAKE À MOSCATEL DE SETÚBAL
    Serve 06 pessoas

    Ingredientes:
    500 g de cream cheese
    250g de bolacha de maisena
    2 latas de leite condensado
    1 xícara (café) de suco de limão
    1 colher (sopa) de manteiga
    ½ pacote de gelatina sem sabor

    Para a calda de vinho:
    1 xícara de vinho Moscatel de Setubal
    2 xícaras (chá) de água
    1 xícara de açúcar

    Preparo:
    1. Bata o leite condensado, o cream cheese, a gelatina e o suco de limão no liquidificador até fique bem cremoso.
    2. Para massa de biscoito, triture o biscoito de maisena e amasse junto com a manteiga, colocando a massa no fundo e na borda de uma travessa de torta.
    3. Acrescente o creme sobre a massa e reserve na geladeira por aproximadamente 24h.
    4. Para a calda, em uma panela, ferva a água com o açúcar. Acrescente o vinho e deixe engrossar um pouco. Após esfriar, coloque a calda por cima do cheesecake.

    Texto elaborado por: Laura Stéphanie

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  • Pares perfeitos: o copo certo valoriza a visão do vinho.

    O que pode ser interpretado como formalidade ou mera etiqueta, é na verdade fundamental para tirar o máximo de prazer de um vinho: o copo certo valoriza a visão da bebida, amplificando toda a percepção de seus aromas e sabores. Portanto, há uma série de razões técnicas para que um determinado vinho seja apreciado no seu copo adequado. Neste universo, as taças têm um papel primordial, pois se escolhidas da forma correta, podem revelar toda a riqueza de um bom vinho, transmitindo ao nariz e à boca um patrimônio inesgotável de aromas e sabores, tornando a degustação de um vinho uma experiência ainda mais rica.

     

    Em geral, as taças de vinho podem ser de vidro ou cristal transparente, de espessura fina, com formato abalonado e dotadas de uma haste longa o bastante para evitar que a temperatura das mãos aqueça a bebida. A haste também permite que se gire o vinho dentro do copo mais facilmente, permitindo que se perceba melhor os aromas da bebida que “se levantam” em contato com o ar ou, ainda, quando se gira o copo em movimentos circulares.

    Como é inviável ter uma variedade tão grande em casa, os especialistas garantem ser possível apreciar devidamente bons vinhos com apenas alguns modelos. Para isso, basta ter basicamente quatro taças: duas para tintos (a de Bordeaux e a de Borgonha, assim batizadas em razão das duas mais famosas regiões produtoras da França), uma para brancos e uma para espumantes. Se quiser ir além, pode-se ainda adquirir um copo para os de sobremesa, apesar de que eles podem ser servidos na mesma taça dos brancos.

     

    Além do formato correto para cada tipo de vinho, é preciso levar em consideração a cor da taça. Descarte qualquer uma que não seja completamente transparente, afinal, parte do prazer em degustar um vinho está em apreciar as cores, as tonalidades e a limpidez da bebida. Embora sejam feitas de vários materiais, as taças de cristal são as mais indicadas por sua leveza e transparência. Além disso, por serem mais porosas, facilitam a quebra das moléculas do vinho contra a parede do copo, contribuindo de forma mais eficaz para a liberação dos aromas e sabores da bebida.

     

    Modelos de taças: conheça os modelos e características das taças básicas e essenciais para degustação.

     

    TINTOS
    Espécie de curinga para a maioria dos vinhos, exceto os espumantes, seu formato abalonado é perfeito na hora de ver, cheirar e provar a bebida. Hoje, há variações especiais para vinhos franceses de Bordeaux, Borgonha e Rhône, para os italianos Chianti e para os espanhóis de Rioja.

     

     

    TIPO BORDEAUX
    Indicado para vinhos mais encorpados e ricos em tanino, como os produzidos a partir das uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah e Tannat. Possui bojo grande e borda mais fechada, o que evita a dispersão dos aromas. A aba fina direciona o vinho para a ponta da língua, permitindo que os sabores frutados dominem antes que os taninos alcancem a parte de trás da boca.

     

    TIPO BORGONHA
    Ideais para vinhos mais complexos e concentrados, produzidos com as uvas Pinot Noir, Barbera Barricato, Amarone e Nebbiolo. O bojo é maior do que os de Bordeaux, para que o vinho tenha mais contato com o ar, o que faz a bebida “abrir” mais rapidamente. O formato direciona o fluxo acima da ponta e no centro da língua, diminuindo a acidez e arredondando o vinho.

     

     

    BRANCOS
    Tem a mesma forma de “balão”, mas é comparativamente menor que o copo para tintos.

     

     

     

    VINHOS DE SOBREMESA
    Seu formato pequeno, parecendo um cálice, favorece saborear a doçura e a acidez típicas deste tipo de vinho.

     

     

     

    ESPUMANTES
    O copo do tipo tulipa, é mais longo e fino que os anteriores. Seu desenho permite visualizar e conservar melhor o perlage, as gostosas bolinhas do espumante.

     

     

    Elaboração do texto: Mariana Maciel

     

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