Blog Portus Importadora

  • Pares perfeitos: o copo certo valoriza a visão do vinho.

    O que pode ser interpretado como formalidade ou mera etiqueta, é na verdade fundamental para tirar o máximo de prazer de um vinho: o copo certo valoriza a visão da bebida, amplificando toda a percepção de seus aromas e sabores. Portanto, há uma série de razões técnicas para que um determinado vinho seja apreciado no seu copo adequado. Neste universo, as taças têm um papel primordial, pois se escolhidas da forma correta, podem revelar toda a riqueza de um bom vinho, transmitindo ao nariz e à boca um patrimônio inesgotável de aromas e sabores, tornando a degustação de um vinho uma experiência ainda mais rica.

     

    Em geral, as taças de vinho podem ser de vidro ou cristal transparente, de espessura fina, com formato abalonado e dotadas de uma haste longa o bastante para evitar que a temperatura das mãos aqueça a bebida. A haste também permite que se gire o vinho dentro do copo mais facilmente, permitindo que se perceba melhor os aromas da bebida que “se levantam” em contato com o ar ou, ainda, quando se gira o copo em movimentos circulares.

    Como é inviável ter uma variedade tão grande em casa, os especialistas garantem ser possível apreciar devidamente bons vinhos com apenas alguns modelos. Para isso, basta ter basicamente quatro taças: duas para tintos (a de Bordeaux e a de Borgonha, assim batizadas em razão das duas mais famosas regiões produtoras da França), uma para brancos e uma para espumantes. Se quiser ir além, pode-se ainda adquirir um copo para os de sobremesa, apesar de que eles podem ser servidos na mesma taça dos brancos.

     

    Além do formato correto para cada tipo de vinho, é preciso levar em consideração a cor da taça. Descarte qualquer uma que não seja completamente transparente, afinal, parte do prazer em degustar um vinho está em apreciar as cores, as tonalidades e a limpidez da bebida. Embora sejam feitas de vários materiais, as taças de cristal são as mais indicadas por sua leveza e transparência. Além disso, por serem mais porosas, facilitam a quebra das moléculas do vinho contra a parede do copo, contribuindo de forma mais eficaz para a liberação dos aromas e sabores da bebida.

     

    Modelos de taças: conheça os modelos e características das taças básicas e essenciais para degustação.

     

    TINTOS
    Espécie de curinga para a maioria dos vinhos, exceto os espumantes, seu formato abalonado é perfeito na hora de ver, cheirar e provar a bebida. Hoje, há variações especiais para vinhos franceses de Bordeaux, Borgonha e Rhône, para os italianos Chianti e para os espanhóis de Rioja.

     

     

    TIPO BORDEAUX
    Indicado para vinhos mais encorpados e ricos em tanino, como os produzidos a partir das uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah e Tannat. Possui bojo grande e borda mais fechada, o que evita a dispersão dos aromas. A aba fina direciona o vinho para a ponta da língua, permitindo que os sabores frutados dominem antes que os taninos alcancem a parte de trás da boca.

     

    TIPO BORGONHA
    Ideais para vinhos mais complexos e concentrados, produzidos com as uvas Pinot Noir, Barbera Barricato, Amarone e Nebbiolo. O bojo é maior do que os de Bordeaux, para que o vinho tenha mais contato com o ar, o que faz a bebida “abrir” mais rapidamente. O formato direciona o fluxo acima da ponta e no centro da língua, diminuindo a acidez e arredondando o vinho.

     

     

    BRANCOS
    Tem a mesma forma de “balão”, mas é comparativamente menor que o copo para tintos.

     

     

     

    VINHOS DE SOBREMESA
    Seu formato pequeno, parecendo um cálice, favorece saborear a doçura e a acidez típicas deste tipo de vinho.

     

     

     

    ESPUMANTES
    O copo do tipo tulipa, é mais longo e fino que os anteriores. Seu desenho permite visualizar e conservar melhor o perlage, as gostosas bolinhas do espumante.

     

     

    Elaboração do texto: Mariana Maciel

     

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  • Vinhos para meditar: novas perspectivas para inspirar suas próximas degustações.

    Herdei uma paixão pelos vinhos e com ela o hábito de beber todos os dias uma taça. Ao longo dos anos, fui descobrindo sabores e aromas que, até então, só serviam para estampar fichas técnicas e livros. Com o tempo aprendi que é possível treinar olfato e paladar para reconhecer características específicas, e muitas vezes surpreendentes, como aromas terciários de evolução de um vinho.

     

    No entanto, para encontrar estes sabores escondidos atrás do caos da nossa mente é necessário concentração. É exatamente neste estado de espiríto de concentração e relaxamento que se inclui a meditação. Para quem nunca teve contato com a meditação, ela é é um estado psicológico onde estamos atentos ao presente de forma intencional, assim, percebemos pensamentos, sensações corporais e emoções daquele momento.

     

    Hoje, não sou só apaixonada por vinhos como também pelas técnicas de meditação, conhecidas por Mindfulness. Juntando esses meus dois interesses, encontrei vários pontos em comum na arte de degustar um bom vinho e meditar, podendo assim contribuir para as duas práticas na minha vida.

    Foco completo e concentração em um único ponto é uma das maneira de nos atrair para o presente e para longe das distrações vazias do passado e do futuro na meditação. É exatamente isso que acontece quando damos toda nossa atenção, tanto sensorial quanto intelectual, a uma taça de vinho.

     

    Meditar exige uma consciência sem julgamento do momento presente. Na avaliação de um vinho quando o degustamos não poderia ser diferente. A fórmula para o melhor tipo de degustação de vinhos é que esteja atento a todas as possibilidades do copo à sua frente. Uma degustação ruim de vinho é aquela que vem em vinhos com preconceitos ou que rapidamente descarta aspectos da sua personalidade.

     

    Um dos principais benefícios da meditação é também a dissolução da emoção negativa. Aqui, o álcool do vinho (em doses moderadas) entra como um grande aliado. A sensação de relaxamento e bem-estar promovido pelo consumo responsável do vinho é sem dúvida uma ótima forma de criar emoções positivas.

     

    A atenção plena, por fim, desperta alegria através da importância não julgadora dos prazeres mais simples da vida, e traz serenidade e clareza de espírito por meio da atenção ao ser presente. Embora consumir muito vinho possa destruir a clareza da mente, minha experiência diz que degustar o vinho com atenção e consumi-lo moderadamente pode realmente provocar sentimentos de serenidade e um estado de espírito de meditação.

     

    A chave do sucesso está no equilíbrio do consumo, no silêncio da mente e na oportunidade de ouvir do vinho e do universo o que você não os deixa falar!

    Karene Vilela em momento de meditação no Buddha Eden (Quinta dos Loridos) da Bacalhôa

     

    Desafio vocês a criarem sua lista de vinhos de estado de espírito de meditação. Acredito que cada pessoa tem o seu vinho para se conectar com o presente e viver o momento longe do stress e da negatividade. Fica a dica dos meus vinhos para estes momentos caso queiram se inspirar:

    Aguardo sua resposta nos comentários! =)

    Elaboração do texto: Karene Vilela, CEO na Portus Importadora

     

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  • O que são Vinhos Verdes?

    Você sabe o que é Vinho Verde? A resposta mais objetiva seria: Vinho Verde é uma denominação de origem (DOC), e não tem relação com maturidade das uvas, caraterísticas de vinho ou estilo de vinificação.

     

    Os Vinhos Verdes fazem parte de um amplo universo em que podem ser classificados como tal, ao contrário do que muitos pensam. Vinhos brancos, vinhos rosés, vinhos tintos ou até mesmo espumantes e, para isso, basta serem produzidos exclusivamente em uma região específica e geograficamente demarcada de Portugal.

    A região demarcada dos Vinhos Verdes é a maior de Portugal e cobre a porção noroeste do país. Segundo documentação histórica, a designação “Vinho Verde” teria surgido no século XVII, e a versão mais aceita é a de que o nome foi inspirado pelas lindas paisagens verdejantes que cobrem toda a região.

     

    As condições climáticas e de solo definem o estilo elegante, leve, de frescor vibrante, bem como predominantes notas frutadas e florais. A região que apresenta significativa variedade de uvas viníferas autorizadas pelo órgão regulador local das normas de cultivo, vinificação e comercialização, abrange nove sub-regiões, cada uma delas propícia e recomendada pela entidade para o cultivo de uma ou mais castas.

     

    Apesar da variedade de castas, a região tem vocação para os vinhos brancos em que destacam-se as uvas Alvarinho, Loureiro, Avesso, Azal, Pedernã e Trajadura.

     

    O nosso Casal Mendes Vinho Verde foi lançado nos anos 80, utilizando duas vinhas especiais da Aliança Vinhos de Portugal, de onde se produziam uvas de grande qualidade.

     

    De cor pálido-esverdeada, leve e refrescante, com a chamada agulha, que nada mais é que a presença de uma pequena quantidade de gás carbônico a lhe conferir um toque levemente frisante, é ideal para acompanhar pratos de peixe, mariscos, carnes brancas, saladas leves, massas ou mesmo sozinho.

     

     

     

     

    Elaboração do texto: Gustavo Cunha

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  • O equilíbrio do vinho

    Um dos fatores de maior importância a serem observados quando degustamos ou bebemos vinho é o equilíbrio.

     

    A despeito de ser composto por centenas de substâncias, podemos julgar o equilíbrio do vinho considerando como seu alicerce a somatória na medida certa, entre açúcares, acidez, taninos e álcool.

     

    O equilíbrio pode ser alcançado em todos os tipos e estilos de vinho. É um erro comum pensar que vinhos tintos ou vinhos brancos mais estruturados, potentes, e com maior teor alcoólico, sejam algumas vezes julgados como vinhos desequilibrados. O que de fato importa é o equilíbrio entre os diversos componentes.

     

    Açúcares e álcool aportam maciez ao vinho. Acidez e taninos formam um agradável contraponto, dando nervo e sustentação ao conjunto.

     

    Os açúcares nem sempre serão perceptíveis, exceção feita aos vinhos doces ou que contenham açúcar residual. Nesse caso, a acidez é fundamental para equilibrar a doçura do vinho. Vinhos doces, que padecem de acidez, tornam-se enjoativos e cansativos.

     

    A acidez é de extrema importância para garantir o frescor e a vivacidade em vinhos de diferentes tipos e estilos. É componente vital em harmonizações entre vinho e comida, sentida principalmente nas laterais da língua, através da salivação.

     

    Os taninos estão presentes na maioria das vezes, nos vinhos tintos. É um composto adstringente. Taninos grosseiros e de má qualidade ocasionam desagradáveis sensações de excessiva aspereza e amargor intenso. Funciona como um importante conservante natural, que prolonga o envelhecimento da bebida.

     

    O álcool é determinante para o corpo do vinho. Somente a sensação táctil do líquido na boca nos permite definir se um vinho é ou não encorpado. Em desequilíbrio, o álcool causa ardência e dormência nas mucosas, bem como a falsa percepção de doçura, mesmo sem a existência de açúcar residual.

     

    Portanto, podemos concluir que o equilíbrio ou harmonia do vinho é dado pela perfeita interação entre esses quatro elementos constituintes.

     

    Elaboração do texto: Gustavo Cunha

     

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  • No ponto certo: termômetro para vinho é fundamental no serviço da bebida

    Vários fatores afetam nossa percepção quando degustamos um bom vinho. A forma como foi armazenado, o local, onde vai ser degustado, a harmonização, entre outros. Porém, um deles, e talvez o principal, é a temperatura de serviço da bebida, que contribui, ou não, para que a experiência seja marcante e se desfrute todo potencial de sabores e aromas.

     

    No Brasil temos o hábito de simplificar este quesito e simplesmente acreditar que o tinto deve ser servido à temperatura ambiente e o branco, gelado.

     

    Mas afinal, qual é a temperatura certa? Qualquer vinho pede a mesma temperatura? Como medi-la para saber se a garrafa está no ponto de ser aberta? De que forma resfriar o vinho? São várias as perguntas, afinal, toda a complexidade da bebida merece ser desvendada com o devido cuidado.

     

    De maneira simplificada, vinhos tintos consumidos abaixo da temperatura ideal se tornarão duros, ressaltando-se os taninos, além de inibir os aromas. Em contrapartida, acima da temperatura ideal, o álcool ficará em evidência, causando uma sensação que poderá se tornar desagradável ao nariz e ao palato. Para os brancos, o aspecto dos taninos não deverá ser levado em conta.

     

    De um modo geral, a temperatura varia de 6ºC a 18ºC, dependendo do tipo de vinho. O ideal é resfriá-lo em adegas climatizadas, mas como nem todos podem lançar mão deste utensílio, a geladeira é uma alternativa, porém, mais indicada para os vinhos brancos que necessitam de mais refrigeração. Em uma ou duas horas já estarão no ponto de serviço. Já os tintos, mais encorpados, chegarão mais rapidamente à temperatura ideal e, se colocados na geladeira, em meia hora estarão refrigerados.

     

    Para não cometer equívocos como gelar demais o vinho ou consumi-lo a uma temperatura muito elevada e assim cometer o “pecado” de desperdiçar uma excelente garrafa de vinho, a melhor maneira de medir a temperatura é usando um termômetro próprio para isso. Assim como outros acessórios que colaboram para enriquecer as características da bebida, este utensílio está disponível em vários modelos e é facilmente encontrado nas lojas do segmento.

     

    Dos mais tradicionais aos modernos modelos digitais, são indispensáveis para quem não abre mão de saborear cada uma das características do néctar dos deuses mais apreciado ao redor do planeta.

     

     

    A temperatura de cada um

    Vinhos tintos

    Eles devem ser ligeiramente resfriados, porém, se isso for feito em demasia, tornam-se duros, já que a acidez e os taninos ficam muito realçados.

    Temperatura ideal:

    Leves: 12ºC a 14ºC

    Encorpados: 14ºC a 18ºC

     

     

    Vinhos brancos

    Para ficarem mais frescos e agradáveis, devem ser resfriados mais do que os tintos. Isto porque não possuem taninos e portanto, ficam muito alcoólicos se consumidos à temperatura ambiente. Tome cuidado para não resfriá-los demais a ponto de anular seus aromas.

    Temperatura ideal

    Leves: 8ºC a 10ºC

    Encorpados: 10ºC a 12ºC

     

    Vinhos verdes

    Com baixa graduação alcoólica e acidez elevada, os vinhos verdes devem ser consumidos em temperaturas bem baixas.

    Temperatura ideal: 8ºC a 10ºC

     

    Espumantes

    As altas temperaturas são perigosas para os espumantes, pois o gás carbônico se desprende rapidamente. Portanto, devem ser consumidos a temperaturas bem baixas. Para resfriá-los rapidamente, o melhor meio é utilizar um balde de gelo.

    Temperatura ideal: 6ºC a 8ºC

     

    Vinhos de sobremesa

    Os vinhos do porto e vinhos fortificados devem ser consumidos preferencialmente a uma temperatura entre 6ºC e 8ºC.

     

    Elaboração do texto: Mariana Maciel

    Colaboração: Gustavo Cunha

     

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  • Dicas para fazer uma boa compra

    No Brasil, atualmente, existem diversos lugares especializados na venda de vinhos, onde é possível encontrar uma extensa oferta de rótulos dos principais países produtores da bebida, com enorme variedade de preços e qualidade. Justamente por essa razão, é possível haver alguma dúvida e receio em fazer uma compra assertiva. As dicas a seguir lhe darão mais segurança e confiança na realização dessa agradável tarefa.

     

     

    Prefira lojas especializadas, importadoras e supermercados que ofereçam um atendente ou Sommelier preparado para orientar os clientes. Nos dias de hoje, o atendimento personalizado é um diferencial que poderá ser usufruído pessoalmente, ou a distância, por meio de websites e sistemas de telefonia.

     

    Locais confiáveis pressupõem a garantia no transporte adequado dos vinhos, da origem até chegarem aos depósitos de armazenamento, em ambientes apropriados, para o devido acondicionamento das garrafas. Nos pontos de venda, o cuidado é mantido com a exposição dos mais variados rótulos em adegas climatizadas, a fim de preservar os vinhos de precoce deterioração pela ação da luz, umidade inadequada e calor até o ato da compra.

     

     

    Outro aspecto a ser observado: a grande maioria dos vinhos produzidos no mundo não são feitos para longos períodos de guarda, isto é, devem ser consumidos jovens. Os chamados vinhos de guarda, que melhoram com o tempo, são exceção e não regra. Portanto fique atento às safras; em geral prefira as mais recentes, principalmente de vinhos brancos e vinhos rosés.

     

    O preço não deve ser usado como critério para julgar a qualidade de um vinho, embora sirva como parâmetro para balizar suas escolhas, de acordo com a ocasião e o contexto em que será apreciado.

     

    Em nossa loja virtual você tem acesso aos mais exclusivos e renomados vinhos portugueses, italianos e franceses, onde certamente encontrará um vinho especial para cada ocasião.

     

    Se ainda tem alguma dúvida fale conosco. Na Portus, nossos clientes contam com a consultoria de um Sommelier Executivo e uma equipe de atendimento especializada que está sempre pronta para oferecer os melhores vinhos.

     

    Elaboração do texto: Gustavo Cunha

     

     

     

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  • Personagem do vinho: Catarina de Bragança

    De personalidade solar e culta, de modos e traços finos e elegantes, a lisboeta Dona Catarina Henriqueta de Bragança (1638-1705), Infanta e Princesa de Portugal e Rainha consorte da Inglaterra e Escócia foi uma mulher à frente de seu tempo, contribuindo para a diplomacia, costumes da corte, artes e gastronomia das sociedades portuguesa e inglesa.

     

    Visionária, incentivou a integração e união dos países europeus em pleno século XVII. Até hoje, passados mais de três séculos, sua figura representa a expressão do encontro pacífico entre diferentes culturas e um legado de distinção e de princípios universais de convivência e boas relações entre as nações.

     

     

    Catarina foi a segunda filha de D. João IV, filho do rei de Portugal, D. Manuel I, e da infanta D. Isabel de Bragança, filha do 4º Duque de Bragança, D.Jaime I. Em 1661, casou-se com Charles II da Inglaterra.

     

    Por ser católica e reinar em um país de tradição religiosa anglicana, D. Catarina não foi uma monarca popular na Inglaterra, o que a impediu de ser coroada. Em várias áreas deixou seu legado, além do território diplomático, onde se destacou, carregou consigo e difundiu em Portugal a tradição das geleias e compotas inglesas, como a de laranja, sua predileta, além do culto ao hábito de beber chá. Embora o hábito já fosse uma instituição londrina e inglesa, Catarina de Bragança transformou e consagrou este ato como o célebre “five o’clock tea”, ou o tradicional chá das cinco.

     

    Ao ficar viúva, em 1685, D. Catarina permaneceu na Inglaterra durante o reinado de seu cunhado, Jaime II, e regressou a Portugal no reinado conjunto de Guilherme III e Maria II, depois da Revolução Gloriosa, em 1693.

     

    No final da vida, Catarina decidiu construir seu próprio palácio nos arredores de Lisboa, arrematando várias quintas. No amplo terreno ergueu o Palácio da Bemposta, também conhecido como Palácio da Rainha, e atualmente ocupado pela Academia Militar Portuguesa. Ali, D. Catarina morreria em 31 de dezembro de 1705, mas seu precioso legado jamais foi esquecido pelos portugueses.

     

    Uma rainha na garrafa

    Lançado em 1982, a primeira safra do vinho Catarina coincide com o nascimento da menina que batizou este vinho branco da Bacalhôa, filha dos proprietários da Bacalhôa Vinhos de Portugal, e que homenageia a Infanta e Rainha de Portugal, D. Catarina de Bragança.

    Com notas de frutas amarelas como pêssego e abacaxi combinadas com sensações de madeira tostada este vinho branco apresenta um final firme, longo e complexo. Acompanha bem peixes com molhos cremosos e gratinados, saladas com tiras de frango grelhado servidas com molhos agridoces e Risoto de bacalhau.

     

    Veja a ficha completa deste vinho clicando aqui.

     

    Elaboração do texto: Marco Merguizzo

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  • Beber X Degustar: qual a diferença?

    Quando degustamos um vinho voltamos todos os nossos sentidos para isso, exige concentração, imaginação e técnica. Beber é fácil, basta transferir o vinho da taça para a boca. Degustar faz você pensar, se emocionar e resgatar memórias. Para isso é preciso educar nossos sentidos nos seguintes aspectos:

     

    Visuais: segure a taça pela haste ou base, nunca pelo corpo para não esquentar o vinho e não deixar marcas no vidro. Incline a taça contra um fundo branco e observe a cor e os reflexos do vinho.

     

    Olfativos: gire a taça para aerar o vinho, ou seja, fazer com que ele interaja com o oxigênio e libere seus aromas. Incline a taça, aproxime do nariz e inspire, de olhos fechados, buscando na memória o aroma do vinho a outros já sentidos. Busque aromas na borda superior ou inferior da taça, pois, as fragrâncias se espalham por diferentes partes do vidro.

     

    Gustativos: mastigue o vinho, deixe que afunde na língua e passeie pelo palato para sentir o corpo, consistência e maciez ou aspereza. Após engolir é possível perceber um amargor no fim da língua, quase na garganta, e o calor provocado pelo álcool enquanto a bebida desce para o estômago.

     

    Degustar o vinho pode parecer muito técnico, mas as sensações que criamos ficam para sempre guardadas em nossas memórias.

     

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  • Do vinho para a água

    Numa degustação, a água é o par perfeito seja para limpar o palato entre um estilo de vinho e outro, para reidratar o organismo após vários goles ou, simplesmente, refrescar o paladar.

    Quando pensamos em uma boa mesa sempre associamos comida ao vinho e a água acaba ficando em segundo plano. É bom lembrar que sem ela a harmonização pode perder muito em termos de sabores. Com ou sem gás, a água limpa a nossa boca, entre uma garfada e um gole de vinho, permitindo que os sabores possam ser melhor apreciados. Além disso, ela reidrata nosso corpo permitindo que o álcool do fermentado de uva não seja tão intenso em nosso organismo.

    Uma grande dúvida que surge é: qual é a melhor água para acompanhar o vinho? Água sem gás vai bem com brancos enquanto a com gás é a ideal para os tintos? Para encontrar estas e outras respostas, a Portus organizou uma degustação com cinco sommeliers, onde foram servidos três vinhos e dez águas em duas baterias. Na primeira, os três vinhos foram degustados com cinco águas sem gás. Na segunda, logo a seguir, os mesmos vinhos tiveram pela frente cinco águas com gás.

    Representando o universo dos vinhos, selecionamos o espumante Loridos Chardonnay, o vinho branco Cova da Ursa e o vinho tinto Quinta da Bacalhôa, todos varietais para facilitar a percepção da água mas também com potência semelhante para criar um padrão na avaliação. Também selecionamos dez águas minerais Premium de diferentes marcas com embalagens de vidro e pet.

    A ideia da degustação não era criar um ranking de águas e, sim, identificar aquelas que combinassem à perfeição com os vinhos selecionados. Para o espumante Loridos Chradonnay, a água (sem gás) Evian foi a melhor opção. Já com o branco Cova da Ursa, a água argentina Gota e a norueguesa Voss mostraram que ambas podem ser boas opções para um branco mais complexo. Na harmonização com o tinto Quinta da Bacalhôa, de paladar mais potente, não houve consenso e cada sommelier escolheu uma opção diferente. No resultado final, a argentina Gota foi a que se saiu melhor nas três categorias de vinho.

    Na segunda bateria da degustação, com marcas de água com gás, também não houve uma água que se destacasse como a mais adequada para se combinar com o espumante Loridos Chardonnay, havendo um impasse e divergência de opiniões entre os especialistas. Já em relação ao branco Cova da Ursa e o tinto Quinta da Bacalhôa, a água portuguesa Pedras Salgadas foi apontada como a preferida pela maioria dos sommeliers.

    Um comentário muito interessante, ao final, foi o da sommelier Gabriela Monteleone, consultora do restaurante D.O.M. do premiado chef Alex Atala, de que a água não deve ser encarada como um terceiro elemento entre a comida e o vinho. “O ideal é deixar que a comida e o vinho harmonizem-se entre si. A água entraria em cena, de tempos em tempos, para dar um certo descanso à boca, bem como hidratar o organismo, amenizando a ingestão de álcool”, diz.

    Também vale ressaltar a observação de todo o grupo de sommeliers, que notou aromas indesejáveis de plástico em algumas amostras provenientes da embalagem pet. Daí #ficaadica sempre que quiser harmonizar águas, com ou sem gás, com qualquer estilo de vinho, prefira as de garrafa de vidro.

    Qual é a combinação ideal entre vinhos e águas na sua opinião? Deixe sua resposta nos comentários.

     

    Obrigada pela leitura!

    Elaboração do texto: Cesar Adames

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